Extensão

As mudanças no mundo contemporâneo conferem às Instituições de Ensino Superior (IES) um papel estratégico no desenvolvimento das sociedades. A PUC Minas, por meio da Pró-reitoria de Extensão e de seus cursos, estabeleceu uma política de extensão universitária que objetiva articular o ensino, a pesquisa e a extensão, em busca da construção de um projeto societário que permita, de forma efetiva, concretizar uma pauta de inclusão social, a formação cidadã e humanista, na perspectiva de desenvolvimento integral do ser humano.

Mas o que é a extensão universitária?
As práticas extensionistas que proliferaram nas universidades na década de 1980 em suas mais variadas modalidades, assinalavam a diversidade e o que viria a ser a extensão universitária como, atualmente, é concebida. De eventos culturais e cursos de aperfeiçoamento, venda e prestação de serviços a projetos de ação comunitária, o caráter emancipador e a perspectiva assistencialista conviveram, simultaneamente, nessas propostas.

Da década de 1980 para a de 1990, no contexto da globalização, a constituição do Fórum de Pró-reitores de Extensão das IES Públicas foi decisiva para que as universidades ressignificassem seu papel, função e identidade. Em 1987, considerando a redemocratização do País, o Fórum definiu a extensão como um processo educativo, cultural e científico, que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável, viabiliza a relação transformadora entre a universidade e a sociedade.
Na década de 1990, a expansão do ensino superior privado no Brasil trouxe a novidade da utilização dos projetos de extensão como logomarca da cultura de marketing das sociedades de mercado, caracterizadas pela ampla competitividade.

Somada a isso, a reforma do Estado brasileiro colocou em relevo o fato de que nem tudo que é público é estatal, trazendo novos desafios e alguns equívocos, exigindo que a universidade repensasse sua função social, colocando em pauta a natureza de suas atividades-fim.

Em 1999, fundou-se o Fórum Nacional de Extensão e Ação Comunitária das Universidades e Instituições de Ensino Superior Comunitárias, com o apoio da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC) e Associação Brasileira de Escolas Superiores Católicas (ABESC). Foi estabelecido que a extensão universitária, desenvolvida pelas instituições comunitárias, deveria desenvolver atividades voltadas para a eliminação da pobreza, intolerância, violência, analfabetismo, fome, deterioração do meio ambiente, doenças por meio de uma perspectiva interdisciplinar e transdisciplinar, objetivando contribuir para a solução de problemas e questões contemporâneas.

Em 2000/2001, o Fórum Nacional de Pró-reitores de Extensão das Universidades Públicas e a Secretaria de Educação Superior do MEC, criaram o Plano Nacional de Extensão Universitária, que reafirma “a extensão universitária como processo acadêmico definido e efetivado em função das exigências da realidade, indispensável na formação do aluno, na qualificação do professor e no intercâmbio com a sociedade”.
(Texto editado a partir do documento “Política de Extensão Universitária” – PUC Minas 2006).

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