Flávia Peret tem projeto selecionado pela Folha

25 de agosto de 2009

A colaboradora de nosso blog, ex-aluna do Jornalismo/PUC Minas, Flávia Peret, é uma das três selecionados no país pelo concurso Folha Memória, da Folha de S.Paulo. Cada selecionado receberá uma ajuda de custo de R$ 2.300,00 mensais, por seis meses, para desenvolver pesquisa sobre história do jornalismo brasileiro. A pesquisa de Flávia abordará as mudanças dos veículos voltados para o público gay no país. Mais informações em http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u613600.shtml. Parabéns, Flávia!

Rumos Jornalismo Cultural

21 de julho de 2009
Foram prorrogadas as inscrições para o Rumos Jornalismo Cultural 2009-2010, de 31 de julho para 14 de agosto.Professores de graduação e pós-graduação da área de comunicação social podem participar com textos que tratem da formação do aluno ou do aperfeiçoamento do professor em jornalismo cultural. Estudantes de graduação podem enviar reportagens de mídias impressa, sonora ou audiovisual, além de web. Com o encerramento das inscrições já no segundo semestre letivo, a carteira estudante passa a aceitar alunos que acabaram de se matricular no terceiro, quarto, quinto ou sexto período. Portanto, onde se lê no edital “podem se inscrever na carteira estudante alunos de graduação em comunicação social e/ou jornalismo que cumpram do terceiro ao quinto períodos no primeiro semestre de 2009…” compreenda-se “podem se inscrever na carteira estudante alunos de graduação em comunicação social e/ou jornalismo que cumpram do terceiro ao sexto períodos no segundo semestre de 2009…”É mais uma chance de participar!

Imagens do Sul

4 de julho de 2009

A Associação Imagem Comunitária (AIC) recebe até 30 de agosto vídeos e filmes para a VII Muestra de Documentales y Cine Social “La Imagen Del Sur”. Organizada pelo CIC Batá (Centro de Iniciativas para la Coperación), a mostra acontece em Córdoba (Espanha), no mês de novembro. O objetivo é sensibilizar o público para as causas das desigualdades, história e contexto sociopolítico do Sul. Podem se inscrever realizadores de qualquer país da América Latina, África, Europa e Ásia. Serão aceitos trabalhos produzidos entre 2005 e 2009 que abordem alguma das seguintes temáticas: meio ambiente e ecologia, direitos humanos individuais e coletivos, jogos e tradições, linguagens audiovisuais e novas tecnologias com enfoque social, participação e cidadania.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site http://www.cicbata.org/

Till, a saga de um herói torto

2 de julho de 2009

O Grupo Galpão está de volta às ruas com o espetáculo Till, a saga de um herói torto, que estréia sexta-feira, dia 3 de julho, na Praça do Papa.

A peça, montada a partir do texto “Till Eulenspiegel”, de Luís Alberto de Abreu, conta a história de Till, um anti-herói cheio de artimanhas e dotado de irresistível charme, que tenta sobreviver em uma Alemanha miserável e cheia de personagens grotescos.

Coerente com uma trajetória de permanente troca com o público, o Galpão convidou os interessados para acompanhar a construção do novo espetáculo de dentro do processo de montagem, realizando diversos ensaios abertos na sede do Grupo e no Galpão Cine Horto.

Serviço

Till, a saga de um herói torto

Entrada Franca

Praça do Papa
dias 3 e 4 de Julho, às 20h
No domingo, dia 5, às 19h

Lagoa do Nado
dias 10 e 11 de Julho, às 20h
No domingo, dia 12, às 19h

Informações: (31) 3463-9186
www.grupogalpao.com.br

Coletivo Dinamite

25 de junho de 2009

Coletivo Dinamite é uma banda relativamente nova. Eles fazem um som super misturado e eletrizante. As referências transitam entre o funk, o soul, o rap e o jazz. A banda começou a ensaiar e trocar idéias sobre música, produção independente e parcerias e, desde então, já fizeram vários shows e participaram de eventos importantes como o Hip Hop In Concert, Duelo de Mc’s, Bienal Internacional de Grafitti. No dia 1º de julho (quarta-feira), eles se apresentam na OBRA. Depois do show, tem discotecagem do Clebin Selector (integrante da banda) com muito funk, rap e miami bass.

Para escutar o som da banda, acesse: www.myspace.com/coletivodinamite

Marguerite Duras: escrever imagens no cine Humberto Mauro

18 de junho de 2009
Entre os dias 15 e 21 de junho, o público belo-horizontino poderá conhecer um pouco mais da obra da escritora, roteirista e cineasta francesa Marguerite Duras. O ciclo Marguerite Duras: escrever imagens apresenta nove filmes da diretora; são obras diversas que revelam ao espectador o universo poético que Duras imprimia em seus filmes. No Brasil, Marguerite Duras é mais conhecida como escritora (O amante) e roteirista Hiroshima, Meu Amor (1959) e Ano passado em Marienbad (1961).

Mais informações no site do Cine Humberto Mauro.

Poro comemora sete anos

15 de junho de 2009

PORO
(dicionário) 1. Qualquer abertura diminuta em uma superfície livre. 2. Cada um dos pequeníssimos orifícios de que está crivada a pele e em geral a superfície dos corpos organizados. 3. Cada um dos numerosos e diminutos orifícios existentes nas membranas animais e, às vezes, nas vegetais. 4. Pequeno interstício na matéria de um corpo e que permite a absorção ou passagem de um líquido: Poros de uma pedra. 5. Meato, orifício.
O coletivo Poro — intervenções urbanas e ações efêmeras é formado por dois artistas visuais de Belo Horizonte: Brígida Campbell e Marcelo Terça Nada. Foi fundado em 2002, com a proposta de atuar na cidade, dialogando com os espaços públicos e com as mídias populares.

Em abril de 2009, eles completaram sete anos de atuação. Para comemorar publicaram uma retrospectiva com material inédito, que inclui textos e imagens que contam um pouco da trajetória da dupla.

O trabalho é interessantíssimo: delicado, irônico, poético, político. Pequenas interferências que propõem, a partir de intervenções efêmeras, um diálogo provocativo e sensível com o espaço urbano. Sensível na medida em que coloca em cheque nossos sentidos e percepções. O homem contemporâneo parece deslocar-se cegamente pela cidade. A cidade, por sua vez, transforma-se em cenário invisível de cidadãos cada vez mais vítimas de um estilo de vida regido pelo tempo, pelo consumo, pelo dinheiro, pela produtividade. As intervenções do coletivo criam um espaço de respiro, de calma, de atenção, de olhar com olhos de ver. Um poro (abertura diminuta na superfície livre) sintetiza com propriedade o desejo da arte de estabelecer com o mundo fabulações ao mesmo tempo poéticas e inverossímeis, narrativas que revelam nossa cegueira diante da paisagem escondida debaixo de camadas de cimento, poeira, propagandas e toda espécie de lixo visual.

Um jardim de florzinhas de plástico plantado no passeio de asfalto de um bairro paulistano, letras coloridas que escorrem de canos de água, fotografias do Parque Municipal revelam outras cores do velho cartão postal, a brincadeira de caça-palavras pode confundir bêbados desavisados, folhas de ouro podem cair de uma árvore bem no meio da sua testa e, se por acaso, você procura uma casa para comprar, em BH, com vista para o mar é possível que encontre um anúncio. A publicidade vende sonhos e promessas. As notas de 1 real confirmam nossa posição no ranking de países desenvolvidos, são carimbadas e devolvidas à circulação: FMI — Fome e Miséria Internacional.

No site da dupla, além de informações, textos e vídeos, eles disponibilizam também adesivos e stickers. A idéia é que o internauta faça o download, imprima, distribua entre os amigos e também cole onde bem quiser. Cidade tela? Cidade pele? Poros respirando e transpirando por aí…

8a. edição do Prêmio Sérgio Motta

9 de junho de 2009

Sophie Calle no Brasil

8 de junho de 2009

Uma mulher recebe um e-mail do namorado. Na mensagem, ele anuncia o fim do relacionamento: “cuide de você” e ponto final. Como você reagiria ao término de um namoro via e-mail? Choraria? Sofreria? Estaria aliviada, desamparada? 107 mulheres, de diferentes partes do mundo, foram convidadas para interpretar essa situação. O resultado é a obra “Cuide de Você”, da artista francesa Sophie Calle (1953, Paris). Ainda pouco conhecida no Brasil, a obra de Calle merece atenção pelas brincadeiras e armadilhas que inventa, cria ou, apenas, representa, tendo como matéria prima vidas públicas e privadas, personagens anônimos e, principalmente, sua própria biografia.

A mulher que recebeu o e-mail fatídico (?) é a própria Sophie — artista que já contratou, por telefone, um detetive particular para segui-la e trabalhou, um tempo, como camareira de um hotel para fotografar a intimidade dos hóspedes. Fronteira é uma palavra que não existe no vocabulário dessa artista multimídia que transita entre as mais diferentes linguagens (fotografia, artes visuais, literatura, vídeo, performance) e rompe de forma provocativa e poética os limites entre real e ficção, pessoa e personagem, sujeito e objeto. Talvez a principal característica do seu trabalho seja, justamente, tematizar e colocar em primeiro plano sua vida pessoal, suas obsessões e sua intimidade. Será que podemos falar de intimidade ou de privacidade num mundo pós BBB, pós youtube e redes sociais na internet? Bom, Sophie Calle vem tratando desse tema desde a década de 70.

Calle tem uma obra extensa e variada, impossível de resumir ou sintetizar neste breve texto. Já trabalhou com diversos artistas como escritor norte-americano Paul Auster, com o cineasta inglês Gregory Shephard e com a banda Tetine. Em 2009, a artista vem ao país e suas obras poderão ser vistas em várias cidades. Além disso, ela ainda participa de palestras e conversas com o público. Infelizmente, BH não faz parte do itinerário, nem de visitas nem de exposições, mas para aqueles que animarem pegar a estrada ficam as dicas:

- Rio de Janeiro: No Instituto Oi Futuro, até o dia 28 de junho, exibição do longa-metragem “Double Blind” (1992), parceria da artista com o cineasta inglês Gregory Shephard. O filme é um road movie autobiográfico rodado nas estradas norte-americanas.

- São Paulo: Em julho ela apresenta a exposição “Cuide de Você”, no Festival Videobrasil, no Sesc Pompéia. O trabalho reúne fotografias e textos de 107 mulheres de diferentes nacionalidades, idades e profissões. A exposição fica em cartaz de 10/07 a 7/09. No dia 11 de julho, ela conversa com o público, também no Sesc Pompéia.

- Parati: Festa Literária de Paraty (FLIP). Sophie Calle participa da mesa literária “Entre quatro paredes”, no dia 4/07 (sábado). Detalhe curioso: além de Sophie, também participa da mesa o escritor francês Grégoire Bouillier, ex-namorado da artista, e autor do e-mail de rompimento que deu origem a exposição. Segundo o site da FLIP, é a primeira vez que os artistas aparecem juntos em público. Saia justa ou marketing? Mais uma prova de que para Sophie Calle vida e obra são substâncias fluídas e permeáveis…

- Salvador: Setembro/Museu de Arte Moderna da Bahia. “Cuide de Você” fica em cartaz de 22/09 a 22/11.

A turnê integra a programação do Ano da França no Brasil e é uma realização do SESC São Paulo e da Associação Cultural Videobrasil. Aliás, o site da exposição, com textos e fotos que integram a mostra, já está no ar. O endereço é www.sophiecalle.com.br

ONE in 8 million

6 de junho de 2009
ONE in 8 million é um projeto do jornal The New York Times super bacana. Toda semana, eles escolhem um morador da cidade (uma pessoa anônima entre os milhões de habitantes) e constroem uma micro-narrativa sobre a vida dessa personagem. A história é escrita e narrada (em off) pela própria pessoa, uma espécie de relato auto-biográfico. O mais interessante é a beleza plástica e poética das narrativas. A montagem, aparentemente, simples (fotografias P&B e áudio) remete a estética do cinema francês da década de 50 e 60. O projeto é um bom exemplo de como o jornalismo online pode ultrapassar as fronteiras do convencional e buscar novos formatos para contar velhas e novas histórias. Vale a pena conhecer!