A colaboradora de nosso blog, ex-aluna do Jornalismo/PUC Minas, Flávia Peret, é uma das três selecionados no país pelo concurso Folha Memória, da Folha de S.Paulo. Cada selecionado receberá uma ajuda de custo de R$ 2.300,00 mensais, por seis meses, para desenvolver pesquisa sobre história do jornalismo brasileiro. A pesquisa de Flávia abordará as mudanças dos veículos voltados para o público gay no país. Mais informações em http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u613600.shtml. Parabéns, Flávia!
Flávia Peret tem projeto selecionado pela Folha
25 de agosto de 2009Rumos Jornalismo Cultural
21 de julho de 2009Imagens do Sul
4 de julho de 2009A Associação Imagem Comunitária (AIC) recebe até 30 de agosto vídeos e filmes para a VII Muestra de Documentales y Cine Social “La Imagen Del Sur”. Organizada pelo CIC Batá (Centro de Iniciativas para la Coperación), a mostra acontece em Córdoba (Espanha), no mês de novembro. O objetivo é sensibilizar o público para as causas das desigualdades, história e contexto sociopolítico do Sul. Podem se inscrever realizadores de qualquer país da América Latina, África, Europa e Ásia. Serão aceitos trabalhos produzidos entre 2005 e 2009 que abordem alguma das seguintes temáticas: meio ambiente e ecologia, direitos humanos individuais e coletivos, jogos e tradições, linguagens audiovisuais e novas tecnologias com enfoque social, participação e cidadania.
O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site http://www.cicbata.org/
Till, a saga de um herói torto
2 de julho de 2009O Grupo Galpão está de volta às ruas com o espetáculo Till, a saga de um herói torto, que estréia sexta-feira, dia 3 de julho, na Praça do Papa.
A peça, montada a partir do texto “Till Eulenspiegel”, de Luís Alberto de Abreu, conta a história de Till, um anti-herói cheio de artimanhas e dotado de irresistível charme, que tenta sobreviver em uma Alemanha miserável e cheia de personagens grotescos.
Serviço
Till, a saga de um herói torto
Entrada Franca
Praça do Papa
dias 3 e 4 de Julho, às 20h
No domingo, dia 5, às 19h
Lagoa do Nado
dias 10 e 11 de Julho, às 20h
No domingo, dia 12, às 19h
Informações: (31) 3463-9186
www.grupogalpao.com.br
Coletivo Dinamite
25 de junho de 2009Para escutar o som da banda, acesse: www.myspace.com/coletivodinamite
Marguerite Duras: escrever imagens no cine Humberto Mauro
18 de junho de 2009Mais informações no site do Cine Humberto Mauro.
Poro comemora sete anos
15 de junho de 2009PORO (dicionário) 1. Qualquer abertura diminuta em uma superfície livre. 2. Cada um dos pequeníssimos orifícios de que está crivada a pele e em geral a superfície dos corpos organizados. 3. Cada um dos numerosos e diminutos orifícios existentes nas membranas animais e, às vezes, nas vegetais. 4. Pequeno interstício na matéria de um corpo e que permite a absorção ou passagem de um líquido: Poros de uma pedra. 5. Meato, orifício.
Em abril de 2009, eles completaram sete anos de atuação. Para comemorar publicaram uma retrospectiva com material inédito, que inclui textos e imagens que contam um pouco da trajetória da dupla.
O trabalho é interessantíssimo: delicado, irônico, poético, político. Pequenas interferências que propõem, a partir de intervenções efêmeras, um diálogo provocativo e sensível com o espaço urbano. Sensível na medida em que coloca em cheque nossos sentidos e percepções. O homem contemporâneo parece deslocar-se cegamente pela cidade. A cidade, por sua vez, transforma-se em cenário invisível de cidadãos cada vez mais vítimas de um estilo de vida regido pelo tempo, pelo consumo, pelo dinheiro, pela produtividade. As intervenções do coletivo criam um espaço de respiro, de calma, de atenção, de olhar com olhos de ver. Um poro (abertura diminuta na superfície livre) sintetiza com propriedade o desejo da arte de estabelecer com o mundo fabulações ao mesmo tempo poéticas e inverossímeis, narrativas que revelam nossa cegueira diante da paisagem escondida debaixo de camadas de cimento, poeira, propagandas e toda espécie de lixo visual.
Um jardim de florzinhas de plástico plantado no passeio de asfalto de um bairro paulistano, letras coloridas que escorrem de canos de água, fotografias do Parque Municipal revelam outras cores do velho cartão postal, a brincadeira de caça-palavras pode confundir bêbados desavisados, folhas de ouro podem cair de uma árvore bem no meio da sua testa e, se por acaso, você procura uma casa para comprar, em BH, com vista para o mar é possível que encontre um anúncio. A publicidade vende sonhos e promessas. As notas de 1 real confirmam nossa posição no ranking de países desenvolvidos, são carimbadas e devolvidas à circulação: FMI — Fome e Miséria Internacional.
No site da dupla, além de informações, textos e vídeos, eles disponibilizam também adesivos e stickers. A idéia é que o internauta faça o download, imprima, distribua entre os amigos e também cole onde bem quiser. Cidade tela? Cidade pele? Poros respirando e transpirando por aí…
8a. edição do Prêmio Sérgio Motta
9 de junho de 2009Sophie Calle no Brasil
8 de junho de 2009A mulher que recebeu o e-mail fatídico (?) é a própria Sophie — artista que já contratou, por telefone, um detetive particular para segui-la e trabalhou, um tempo, como camareira de um hotel para fotografar a intimidade dos hóspedes. Fronteira é uma palavra que não existe no vocabulário dessa artista multimídia que transita entre as mais diferentes linguagens (fotografia, artes visuais, literatura, vídeo, performance) e rompe de forma provocativa e poética os limites entre real e ficção, pessoa e personagem, sujeito e objeto. Talvez a principal característica do seu trabalho seja, justamente, tematizar e colocar em primeiro plano sua vida pessoal, suas obsessões e sua intimidade. Será que podemos falar de intimidade ou de privacidade num mundo pós BBB, pós youtube e redes sociais na internet? Bom, Sophie Calle vem tratando desse tema desde a década de 70.
Calle tem uma obra extensa e variada, impossível de resumir ou sintetizar neste breve texto. Já trabalhou com diversos artistas como escritor norte-americano Paul Auster, com o cineasta inglês Gregory Shephard e com a banda Tetine. Em 2009, a artista vem ao país e suas obras poderão ser vistas em várias cidades. Além disso, ela ainda participa de palestras e conversas com o público. Infelizmente, BH não faz parte do itinerário, nem de visitas nem de exposições, mas para aqueles que animarem pegar a estrada ficam as dicas:
- Rio de Janeiro: No Instituto Oi Futuro, até o dia 28 de junho, exibição do longa-metragem “Double Blind” (1992), parceria da artista com o cineasta inglês Gregory Shephard. O filme é um road movie autobiográfico rodado nas estradas norte-americanas.
- São Paulo: Em julho ela apresenta a exposição “Cuide de Você”, no Festival Videobrasil, no Sesc Pompéia. O trabalho reúne fotografias e textos de 107 mulheres de diferentes nacionalidades, idades e profissões. A exposição fica em cartaz de 10/07 a 7/09. No dia 11 de julho, ela conversa com o público, também no Sesc Pompéia.
- Parati: Festa Literária de Paraty (FLIP). Sophie Calle participa da mesa literária “Entre quatro paredes”, no dia 4/07 (sábado). Detalhe curioso: além de Sophie, também participa da mesa o escritor francês Grégoire Bouillier, ex-namorado da artista, e autor do e-mail de rompimento que deu origem a exposição. Segundo o site da FLIP, é a primeira vez que os artistas aparecem juntos em público. Saia justa ou marketing? Mais uma prova de que para Sophie Calle vida e obra são substâncias fluídas e permeáveis…
- Salvador: Setembro/Museu de Arte Moderna da Bahia. “Cuide de Você” fica em cartaz de 22/09 a 22/11.
A turnê integra a programação do Ano da França no Brasil e é uma realização do SESC São Paulo e da Associação Cultural Videobrasil. Aliás, o site da exposição, com textos e fotos que integram a mostra, já está no ar. O endereço é
www.sophiecalle.com.br

