AfroPUC: militância e resistência

Evento contou com oficinas, rodas de conversa e apresentações culturais

O AfroPUC, evento realizado com a intenção de marcar a data da Consciência Negra, aconteceu dos dias 14 a 17 de novembro. Conversas sobre negros no movimento LGBTQ, solidão e hipersexualização da mulher negra, apropriação cultural e negros nas representações midiáticas foram algumas das pautas debatidas. Oficinas de dança, maquiagem para pele negra e transição capilar também foram oferecidas.
Estudante de Publicidade, Myreia Alves conduziu o debate sobre a realidade de crianças negras nas escolas públicas. A aluna, que também auxiliou na organização do evento, afirma que esperava um maior engajamento por parte estudantes do Treze: “Gostaríamos que mais pessoas da Comunicação estivessem presentes nos debates. No entanto, ficamos felizes de termos realizado esse evento e conquistado espaço”, afirmou.

Uma das convidadas do evento foi Rayane Carolina, militante do movimento negro e feminista. A garota, de apenas 17 anos, escreve poesias, canta e realiza o “Sarau das Minas”, em Sete Lagoas. Ela conta que pretende estudar na PUC no próximo semestre, para cursar Psicologia: “Confesso que tenho um pouco de medo do que me espera no ambiente universitário, pois já ouvi falar de vários casos de discriminação racial. Por isso, sinto que eventos como o AfroPUC são extremamente necessários”, disse. Stephanie Ribeiro, estudante de Jornalismo e organizadora do evento, ressalta: “Para mim, esse evento representa a possibilidade de abertura de novos caminhos, para as próximas gerações. Precisamos de mais atividades e discussões que abordem a questão racial”, afirmou. Os registros do evento estão na página do Facebook: AfroPUC.

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